A Conmebol anunciou na tarde desta sexta-feira que Neymar está suspenso por quatro jogos e, com isso, fora da Copa América, já que restam quatro partidas, na melhor das hipóteses, para a seleção brasileira no torneio. Ele não poderá atuar contra a Venezuela, no domingo, e, se o Brasil se classificar, perderá também as quartas, a semifinal e a final do dia 4 de julho, ou a decisão do terceiro lugar. O colombiano Bacca, que deu um empurrão pelas costas do camisa 10, foi punido com dois jogos.

A partir do momento em que forem publicados os fundamentos da decisão, o que acontecerá neste sábado, a CBF poderá entrar com recurso que será julgado por apenas uma pessoa, o presidente da Câmara de Apelações, o equatoriano Guillermo Saltos.

Depois que o árbitro chileno Enrique Osses encerrou o duelo entre Brasil e Colômbia, na última quarta-feira, Neymar acertou uma bolada no colombiano Armero e uma cabeçada em Murillo, e foi expulso. Na súmula, além dos atos de indisciplina, foi relatado que o jogador esperou pelo árbitro no túnel que dá acesso ao vestiário para insultá-lo.

O Tribunal Disciplinar foi composto nesta sexta pelo vice-presidente Adrián Leiza, uruguaio que comandou a sessão, além do membro da Bolívia, Alberto Lozada. O presidente do órgão, Caio César Vieira Rocha, não participou por ser brasileiro, portanto, compatriota de Neymar. O membro chileno, Carlos Tapia, foi excluído da sessão porque a defesa da CBF reclamou da atuação de um dos assistentes, também chileno, que teria provocado o atacante brasileiro durante a partida, chamando-o de “piscinero”, termo usado a quem se joga muito.

– Quando acabou a reunião, eles me chamaram e comunicaram. Não tenho o que responder nem opinar, não participo por ser brasileiro. É até errado comentar a decisão. O recurso, se a CBF entrar, deverá ser julgado apenas pelo presidente da Câmara de Apelações por ser um torneio de prazos curtos – explicou Rocha.