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A paisagem nas cidades do Cariri neste início de 2017 é outra. Nas ruas é possível perceber uma intensa movimentação de carros pipas. A população aos poucos percebeu que a falta de água armazenada nos açudes da região modificou também os meios de abastecimento na zona urbana.

O açude de Sumé, responsável pelo abastecimento da região do Cariri, está com apenas 1% de sua capacidade e a distribuição de água para a região ficou comprometida. Em várias localidades no Cariri não chega mais água de maneira alguma, entretanto a Cagepa continua cobrando a taxa de água há muito tempo ignorando a ausência do serviço.

Diante de inúmeras reclamações, o coordenador do Procon com sede em Sumé enviou uma solicitação à direção regional da Cagepa solicitando a dispensa do pagamento dos usuários que não dispõe mais do serviço.

Dr. Cristóvão Brasil Júnior conversou com a reportagem do portal De Olho no Cariri e disse que no pedido feito a diretora Liryanne de Araújo Parente, o Procon requer que a Cagepa dispense o pagamento de janeiro e dos meses subsequentes até que o abastecimento da Cagepa seja retomado. O coordenador do Procon acredita que o órgão atenderá sua solicitação e disse que caso contrário poderá entrar com outras medidas judiciais para fazer valer o direito da população.

O advogado e representante do Procon regional lamentou ainda o fato da Cagepa não ter atendido sua indicação ainda no mês de outubro de 2016 para que um racionamento por bairro fosse realizado em Sumé, fazendo assim com que o açude de Sumé mantivesse uma reserva de água por um pouco mais de tempo.

Com De Olho no Cariri