Uma reportagem da jornalista Carolina Brígido  informa que o Supremo Tribunal Federal pode encontrar uma maneira de tirar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da linha de sucessão da República, mesmo sem afastá-lo do cargo.

“Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão discutindo, nos bastidores, uma alternativa ao afastamento do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo de presidente da Câmara e do mandato parlamentar. Por falta de argumento jurídico forte o suficiente, a Corte manteria Cunha em sua cadeira. Em contrapartida, ele ficaria proibido de assumir a Presidência da República, deixando assim, formalmente, a linha sucessória prevista na Constituição Federal. Em caso de vacância, o principal posto do Palácio do Planalto seria ocupado pelo vice-presidente. Na ausência do vice, o substituto previsto é o presidente da Câmara”, diz ela.

Sem Cunha, o segundo na linha sucessória passaria a ser o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). “No caso de Cunha ficar proibido de exercer o cargo, a linha sucessória prevista na Constituição seguiria sem ele. Temer seria substituído, em caso de ausência, pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e, na sequência, pelo presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski”, informa a jornalista. “Embora ele responda a 11 inquéritos no STF, ainda não foi aceita nenhuma denúncia contra o senador.”